Raia Drogasil anuncia vaga com funções de caixa e organização de loja para farmacêutico; SINFARSP exige retificação

A Raia Drogasil volta a evidenciar uma prática que o movimento sindical não pode aceitar: tratar o farmacêutico como um trabalhador polivalente, ignorando suas atribuições privativas e impondo atividades alheias à profissão.
Em uma vaga recentemente divulgada pela empresa, constam entre as principais atividades operação de caixa, organização da loja e promoção de produtos, enquanto não há qualquer referência às atribuições técnicas e privativas do farmacêutico, como a orientação farmacêutica, a dispensação de medicamentos, os serviços clínicos, o acompanhamento farmacoterapêutico e as demais atividades previstas na legislação que regulamenta a profissão.
Não se trata de um simples equívoco na redação de uma vaga. Trata-se de uma tentativa de reduzir um profissional da saúde, essencial para a segurança da população, à condição de executor de tarefas operacionais e comerciais. Essa prática desvaloriza a profissão farmacêutica e contraria o papel que a legislação atribui ao farmacêutico dentro dos estabelecimentos de saúde.
Diante dessa grave distorção, o SINFARSP encaminhou, no dia 4 de agosto de 2026, uma notificação oficial à Raia Drogasil, concedendo prazo de cinco dias para:
✅ Retificar o anúncio, excluindo as atividades estranhas à profissão farmacêutica, como operação de caixa, organização da loja e promoção de produtos;
✅ Incluir, na descrição da vaga, as atividades privativas do farmacêutico, em conformidade com a legislação profissional.
O SINFARSP reafirma que não aceitará anúncios que descaracterizem o exercício da profissão farmacêutica nem tentativas de transformar farmacêuticos em mão de obra para suprir demandas operacionais das empresas.