Sinfar-SP recebe entidade norte-americana de combate à falsificação de medicamentos

A organização busca parcerias no Brasil para criar ações que eliminem o contrabando e a falsificação de medicamentos

A falsificação e o contrabando de medicamentos têm chegado à dimensões preocupantes e colocado em alerta muitos países que enfrentam o problema. Afinal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% a 25% dos medicamentos comercializados em todo o mundo são falsificados. Dada à importância do assunto, o Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sinfar-SP) recebeu em sua sede, no centro de São Paulo (SP), a visita de representantes  da The Partnership for Safe Medicines (PSM), instituição norte-americana que luta contra a produção e o comércio ilegal de medicamentos.

Marv Shepherd, presidente da organização, e Demetrios Karousos, vice-presidente do The Herald Group, instituição apoiadora da Partnership, apresentaram aos representantes do Sinfar-SP e da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), as propostas e intenções da entidade em formar parcerias no Brasil para a divulgação de informações sobre o tema e contribuir com a luta contra a falsificação e o contrabando de remédios no País. “Já separamos um valor para investirmos no Brasil, no entanto, ainda estamos estudando por onde começar esse investimento e de que maneira devemos fazê-lo. Uma vez, que percebemos que a estrutura da saúde no Brasil é muito complexa”, afirmou Shepherd.

De acordo com o presidente da Partnership, o Brasil encontra-se em terceiro lugar no ranking de países que mais registram casos de medicamentos falsificados. Acredita-se que grande parte dos produtos ilegais seja oriunda da China e entrem no País pelo Paraguai. Os Estados Unidos vêm logo atrás do Brasil, na quarta posição no ranking. Os dois primeiros lugares são ocupados por China e Índia, respectivamente. Segundo o executivo, os dados são baseados em pesquisa feita em 2011.

O presidente do Sinfar-SP, Paulo Teixeira e a assessora da Fenafar, Zizia Oliveira, sugeriram que a Partnership se reúna também com outras entidades da área da saúde para que uma parceira forte de combate ao contrabando e à falsificação de medicamentos possa ser formada no País. Os executivos norte-americanos se comprometeram a ampliar o diálogo sobre o assunto no Brasil e, a partir do próximo ano, intensificar as atuações da Partnership por aqui. “Mas será muito importante a participação da indústria nessa formação de parceria e criação de soluções [de combate aos crimes relacionados aos medicamentos]”, adiantou Shepherd.

Mais sobre The Partnership for Safe Medicines

Trata-se de uma entidade, sem fins lucrativos, formada por um grupo de organizações que têm políticas, estratégias e programas para proteger o consumo de medicamentos falsificados ou contrabandeados. Há atuação da entidade na China e na Índia. O Brasil será o primeiro país da América Latina a receber ações da Partnership. Saiba mais em www.safemedicines.org.